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Isto não é guerra!
Oficial planejou entregar jovens a traficantes rivais, diz polícia do Rio
LUISA BELCHIOR Colaboração para a Folha Online, no Rio
A Polícia Civil do Rio afirma que um tenente teria arquitetado a entrega dos três rapazes do morro da Providência (região central) aos traficantes do morro da Mineira, no sábado (14). O oficial está entre os 11 militares presos apontados como os responsáveis pelo crime. A favela da Mineira é controlada pela facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos), rival do CV (Comando Vermelho), que controla o morro da Providência.
O delegado 4ª Delegacia de Polícia do Rio (Central), Ricardo Dominguez, que investiga o caso, afirmou que o tenente e outros dois militares ouvidos nesta segunda-feira confessaram ter entregado os jovens --David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17-- aos traficantes da Mineira. Os três jovens foram encontrados mortos ontem (15) no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense).
Para o delegado, o tenente não gostou da decisão de seu superior de liberar os jovens, após eles serem detidos no alto do morro da Providência e levados a um quartel do Exército no sábado. Depois disso, planejou, durante uma reunião com outros militares, a entrega dos jovens aos traficantes da favela rival.
"O oficial superior não quis registrar a queixa e punir os jovens, mas o tenente não acatou e decidiu, por conta própria, cometer o crime e deixar os jovens na mão dos traficantes no morro da Mineiro", afirmou Dominguez.
Comentário sobre esse fato.
- O simples fato de um oficial do exército negociar com bandidos já é muito grave;
- Os jovem foram presos por desacato. Nessa hipótese, eles deveriam ser encaminhados para uma delegacia, uma vez eles não estavam cometendo um rime militar. Ao invés disso, eles foram encaminhados para o quartel;
- Eles foram torturados no quartel e depois foram entregues à uma facção criminosa rival. Toda a história recente do país foi escrita justamente para evitar essa arbitrariedade;
- O exército está ocupando o Morro da Providência desde o final do ano passado, para garantir as obras de recuperação de casas... só que, ao que parece, as obras não são exatamente do Poder Público, mas sim uma obra do Senador Marcelo Crivela, candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro e aliado político do Presidente Lula;
- O tráfico definitivamente domina o Morro da Providência e da Mineira (entre outros), e não adianta dizer que não. Os jovens foram assassinados pela facção rival. Eles não foram executados pelo exército, pelo menos não diretamente. Não quero dizer que os militares que cometeram esse ato não devam ser punidos. Eles deve ser punidos de maneira exemplar, mas é preciso entender que a situação do domínio do tráfico de drogas no Rio está fora de controle;
- Em uma guerra, o exército pode capturar ou eliminar o inimigo... mas capturar o inimigo para entregar a um outro inimigo não. Isso fere a honra do conflito! É como no caso da esposa do Preste, Olga Benário. A Polícia de Getúlio Vargas capturou Olga Benário e a entregou aos nazistas, mesmo sabendo que ela era casada com Prestes, estava grávida e que ela fatalmente seria morta. Isto não é guerra. Isto é política!!!
Escrito por Edson K às 00h16
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O Rio de Janeiro vai mal, muito mal!!!!
Vejam só que maravilha está sendo a disputa à Prefeitura do Rio de Janeiro
O candidato preferido do Governador Sérgio Cabral era o secretário de Esportes e Turismo, Eduardo Paes, que era secretário-geral do PSDB. Contando com o apoio do Governador, Eduardo Paes deixa o PSDB e adere ao PMDB para ser candidato a prefeito.
Sua entrada no PMDB é bastante contestada pelo grupo do ex-governador Garotinho (Eduardo Cunha, Marcelo Itagiba e outros).
Possivelmente atendendo a um possível acordo com o PT visando as eleições de 2010, Sérgio Cabral decide abandonar Eduardo Paes e apoiar a candidatura do deputado estadual Alessandro Molon, do PT.
Eduardo Paes então permanece no PMDB e à frente da Secretaria de Esporte. Nesta condição, acompanha o governador à Grécia para a reunião do Comitê Olímpico Internacional, que escolheu o Rio como uma das quatro cidades finalistas para sediar as Olimpíadas de 2016.
Na semana passada, o PMDB rompe a aliança celebrada com o PT, pois o Partidos Trabalhadores quer ser cabeça de chapa em vários municípios onde o PMDB é influente. Desse modo, o nome de Eduardo Paes volta a ter chance de ser o candidato à prefeito do Rio de Janeiro.
Mas para ser candidato a prefeito, Eduardo Paes precisaria ter-se desincompatibilizado do cargo quatro meses antes da eleição, ou seja, no dia 05/06/2008. Não o fez.
Qual a solução? Um corre-corre geral! Uma edição extra do Diário Oficial do Estado é preparada com data retroativa, com a exoneração de Eduardo Paes assinada pelo governador em exercício (o Vice-Governador Pezão)
Até aí, nada de novo. Edição de Diário Oficial com data retroativa é comum na administração pública brasileira, federal, estadual e municipal.
Mas como já diz o ditado, a pressa é inimiga da perfeição. Esqueceram de retirar o nome do secretário Eduardo Paes do organograma do governo estadual, exposto na primeira página.
Lambança total, para não falar outra coisa! A tal edição extra foi retirada de circulação, mas o mico, digo, o King Kong já estava exposto!
Para tentar consertar as coisas, o governador em exercício afirmou categoricamente que Eduardo Paes tinha pedido a renúncia dentro do prazo, e que ele próprio, vice-governador tinha assinado a exoneração.
Quando perguntado sobre a razão da exoneração, já que Eduardo Paes tinha sido preterido na escolha do candidato a prefeito, o vice saiu-se com uma emenda muitíssimo pior que o soneto. Alegou que Eduardo Paes se exonerara porque “pretendia se candidatar a vereador”.
Lambança II – O Micão! Para ser candidato a vereador um secretário estadual precisa se desincompatibilizar SEIS meses antes da eleição – portanto até 5 de abril passado!
E agora? O que pode acontecer?
O grupo do ex-governador Garotinho e do deputado Eduardo Cunha está disposto a impugnar a candidatura de Eduardo Paes na justiça para fazer valer a candidatura do deputado federal Marcelo Itagiba.
O governador Sérgio Cabral declarou que o questionamento sobre a legalidade da desincompatibilização "é uma bobagem". Bobagem para o PMDB, que fica mudando de opinião a cada semana, de acordo com os interesses políticos!
Enquanto isso, o PT nacional continua tratando o Rio de Janeiro como capital de segunda ou terceira categoria, como uma simples moeda de troca em seus negócios políticos.
Pelo que se comenta, agora o PT quer apoiar a candidatura de Jandira Feghalli (PCdoB) em troca da desistência de Aldo Rebelo de concorrer à prefeitura de São Paulo, com o conseqüente apoio do PCdoB paulista à candidatura de Marta Suplicy.
Marta está isolada, sem aliados de peso.
Pelo que parece, o PT não tem o menor interesse em cuidar das duas principais cidades deste país, se interessando apenas pelo poder.
E assim, com lambanças generalizadas, a política do Rio de Janeiro segue, alegremente, ladeira abaixo.
A cidade que já foi palco da maior mobilização popular em prol das “Diretas Já!” e pelo Impeachment do Collor não merece isso! É uma falta de respeito para com a população, os eleitores e a história do Rio de Janeiro!
Fontes: Comentários e Blog da Lúcia Hippólito (http://www.luciahippolito.globolog.com.br/), jornal O Globo, Jornal Folha de São Paulo, site UOL.
Escrito por Edson K às 00h22
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A capital do Brasil é...
Acabei de ver o filme "Eu ainda sei o que vocês fizeram no verão passado" (no SuperCine)
No filme, uma rádio faz a seguinte pergunta:
- Qual é a capital do Brasil?
Aquivinha o que responderam? Não, não responderam Buenos Aires! Responderam Rio de Janeiro!!!
Será que a internet ainda não chegou aos Estados Unidos? Porque eles estão mais de 40 anos atrasados???

Escrito por Edson K às 23h31
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